quinta-feira, 06 de agosto de 2026

Requião Filho lança candidatura ao governo do Paraná com discurso de oposição a Ratinho Junior

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O deputado estadual Requião Filho (PDT) oficializou na noie de quarta-feira, 5 de agosto, sua candidatura ao Governo do Paraná, em convenção realizada na Sociedade Thalia, em Curitiba. A chapa reúne oito partidos, confirmou Michele Caputo Neto (Solidariedade) como candidato a vice-governador e lançou Gleisi Hoffmann (PT) e Dr. Rosinha (PT) ao Senado. No discurso, o pedetista prometeu priorizar políticas públicas voltadas à segurança, saúde, educação, moradia e infraestrutura, além de fazer críticas ao modelo de gestão do governador Ratinho Junior (PSD).

O deputado estadual Requião Filho oficializou sua candidatura ao Palácio Iguaçu à frente de uma coligação formada por oito partidos, consolidando um dos principais palanques de oposição ao grupo político do governador Ratinho Junior nas eleições de 4 de outubro.

A aliança reúne o Partido Democrático Trabalhista (PDT), a Federação Brasil da Esperança, composta por Partido dos Trabalhadores (PT)Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV),, a Federação PSOL-Rede e a Federação Renovação Solidária, formada por Solidariedade e Partido Renovação Democrática (PRD).

Durante a convenção, realizada na Sociedade Thalia, em Curitiba, Requião Filho confirmou o ex-secretário estadual da Saúde Michele Caputo Neto como candidato a vice-governador.

A chapa majoritária também definiu os dois candidatos ao Senado: a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) ocupará a primeira vaga, enquanto o ex-deputado federal Dr. Rosinha (PT) disputará a segunda cadeira.

A composição busca integrar o projeto estadual à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fortalecendo o campo político de centro-esquerda no Paraná.

No discurso de lançamento, Requião Filho afirmou que decidiu disputar o governo há cerca de dois anos e declarou que nunca trabalhou com uma alternativa à candidatura.

“Só teve plano A. Não teve plano B, plano C ou plano D. O objetivo sempre foi construir um Paraná que cuide das pessoas”, afirmou.

Segurança, saúde e educação como prioridades

O candidato estruturou sua fala em torno da ideia de um “Estado que cuida das pessoas”. Na segurança pública, defendeu a recomposição do efetivo das polícias, valorização salarial e maior integração entre policiais e comunidades.

Segundo Requião Filho, o investimento deve priorizar recursos humanos, sem abandonar equipamentos e tecnologia.

Na saúde, criticou o modelo atual e afirmou que pretende fortalecer a atenção básica, ampliar o acesso a hospitais, cirurgias e leitos, além de estabelecer maior integração entre Estado, municípios, Santas Casas e universidades.

Na educação, prometeu devolver autonomia aos professores, valorizar profissionais da rede pública e investir desde a gestão escolar até a sala de aula. Também defendeu oportunidades para que jovens possam estudar e trabalhar em suas cidades de origem, reduzindo a necessidade de migração para grandes centros.

Moradia, mulheres e combate ao preconceito

Requião Filho afirmou que pretende retomar programas de habitação popular em parceria com o governo federal, priorizando empreendimentos próximos a emprego, escolas e serviços públicos.

O candidato também prometeu criar centros especializados de atendimento às mulheres e crianças vítimas de violência, inspirados em experiências anteriores do Estado, e defendeu políticas públicas específicas para a população idosa.

Outro ponto do discurso foi a defesa do combate à discriminação. O pedetista afirmou que seu governo não aceitará preconceitos relacionados à origem regional, raça ou orientação sexual.

Críticas ao pedágio e ao governo Ratinho Junior

Na parte mais política da fala, Requião Filho voltou a criticar o atual modelo de concessões rodoviárias do Paraná.

O candidato prometeu rever contratos, defender tarifas menores e ampliar investimentos públicos em infraestrutura, citando ferrovias e rodovias como prioridades.

Também direcionou críticas ao candidato governista Sandro Alex (PSD), afirmando que o adversário elogia um modelo de pedágio que, segundo ele, prejudica os paranaenses.

Cenário eleitoral do Paraná

Coligação / PartidoGovernadorViceCandidatos ao Senado
PSD, PP, União Brasil, PSDB, Republicanos, Avante, Cidadania e MDBSandro Alex (PSD)Rafael Greca (MDB)Alexandre Curi (Republicanos)
Cristina Graeml (PSD)
PL, Novo, Podemos e DCSergio Moro (PL)Edson Vasconcelos (PL)Deltan Dallagnol (Novo)
Filipe Barros (PL)
PDT, PT, PV, PSOL, PCdoB, Rede, PRD e SolidariedadeRequião Filho (PDT)Michele Caputo (Solidariedade)Dr. Rosinha (PT)
Gleisi Hoffmann (PT)
MissãoLuiz França (Missão)João Adolfo (Missão)Karen Guerreiro (Missão)
PSTUSamuel de Mattos (PSTU)Helena Figueiredo (PSTU)Não informado
Unidade Popular (UP)Tayná Miessa (UP)Willian Araki (UP)Joaquim Maciel (UP)

Até o momento, seis chapas já tiveram candidaturas consolidadas ao Governo do Paraná. O bloco liderado por Sandro Alex reúne oito legendas, enquanto Sergio Moro (PL) lidera uma aliança de quatro partidos. Requião Filho também chega à disputa com uma coligação de oito siglas, formada por partidos de centro-esquerda. Além deles, lançaram candidaturas Luiz França (Missão)Samuel de Mattos (PSTU) e Tayná Miessa (UP).

No campo governista, PSDB, Avante e a Federação União Progressista (União Brasil e PP) também realizaram suas convenções nesta quarta-feira, mas as legendas já haviam definido apoio à candidatura de Sandro Alex (PSD).

Fonte: Blog do Esmael

Foto: Reprodução Requião Filho

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