Segunda dose de reforço da vacina contra poliomielite começa a ser aplicada em 3 de agosto

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No dia 3 de agosto (segunda-feira), o Paraná passa a oferecer a segunda dose de reforço da vacina contra a poliomielite para crianças de 4 anos. Com a atualização, o esquema vacinal contra a paralisia infantil passa a ser composto por cinco doses, todas aplicadas de forma injetável com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), consolidando o fim definitivo da vacina oral, a tradicional gotinha.

Com o novo calendário divulgado, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) destaca que  a imunização primária do bebê continua sendo realizada em três doses: aos 2, 4 e 6 meses de idade. Já o primeiro reforço é aplicado aos 15 meses, e o segundo reforço passa a ser administrado aos 4 anos. O objetivo principal do novo reforço é elevar os níveis de anticorpos e fortalecer a memória imunológica da criança antes do ingresso na rotina escolar.

A Sesa reforça que a vacinação é um pacto coletivo de proteção e que manter a imunização em dia é a garantia de que o Paraná permanecerá livre da poliomielite.

POR QUE MUDOU – A introdução da segunda dose de reforço é fruto de ampla discussão e alinhamento entre o Ministério da Saúde (MS), a Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI), a Sociedade Científica, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

A decisão acompanha as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e visa prolongar a resposta imunológica na primeira infância. A substituição global da Vacina Oral Poliomielite (VOP) pela Vacina Inativada Poliomielite (VIP), processo iniciado no Brasil em novembro de 2024, garante um padrão superior de segurança.

Enquanto a antiga gotinha era composta pelo vírus vivo atenuado (enfraquecido) e apresentava risco extremamente raro de mutação, a VIP utiliza o vírus inativado (morto). Dessa forma, a versão injetável assegura altíssima proteção imunológica sem qualquer possibilidade de causar a doença ou sofrer mutações.

CARTEIRINHA EM DIA – Embora o Paraná e o Brasil não registrem casos de poliomielite há décadas, o vírus ainda circula em diversas regiões do mundo e, com isso, o risco de reintrodução da doença permanece real se as taxas de cobertura vacinal ficarem abaixo da meta recomendada de 95%.

A Sesa orienta que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças. Caso alguma dose anterior tenha sido perdida, é fundamental procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para a atualização. A vacinação de resgate para doses em atraso é garantida para crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias.

De 3 de agosto a 1º de setembro, o Paraná integra a Campanha Nacional de Multivacinação, oportunidade para os pais e responsáveis atualizarem a caderneta de vacinação, inclusive com a aplicação da dose de reforço contra a poliomielite.

Fonte/foto: AEN

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