Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026

Quaest: Lula cresce entre católicos após polêmica sobre Padroeira do Brasil; veja números

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A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (28), mostra um crescimento das intenções de voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre eleitores católicos e evangélicos, tanto no primeiro quanto no segundo turno. A movimentação ocorre em meio à repercussão causada pelo boato, associado a Flávio Bolsonaro (PL), que Nossa Senhora Aparecida poderia perder o título de “Padroeira do Brasil”.

Entre os católicos, Lula ganhou cinco pontos percentuais no primeiro turno, de 43% para 48%, no intervalo de uma semana. Flávio também oscilou positivamente, de 27% para 29%, mas dentro das margem de erro para o recorte, que é de três pontos. Com isso, a diferença entre os dois candidatos no segmento passou de 16 para 19 pontos percentuais.

Parte desse crescimentro se explica pela queda no número de indecisos na última semana de campanha. Passou de 11% há duas semanas para 5% agora. O viéis de alta do petista também foi registrado entre os evangélicos, embora Flávio continue à frente nesse grupo. Lula subiu de 23% para 27%, enquanto o candidato do PL recuou de 49% para 46%. A margem de erro é de quatro pontos percentuais no recorte evangélico.

A pesquisa Quaest também identificou mudanças entre os eleitores religiosos nas simulações de segundo turno. Entre os católicos, Lula passou de 46% para 50%, enquanto Flávio Bolsonaro permaneceu com 37%. Já entre os evangélicos, o petista avançou de 28% para 30%, e o candidato do PL desacelerou de 58% para 54%.

Os números mostram que, apesar das oscilações, o eleitorado evangélico continua apresentando uma diferença significativa entre os dois candidatos. As entrevistas da pesquisa foram realizadas entre os dias 24 e 27 de setembro, período em que viralizou nas redes sociais um suposto ataque à fé católica envolvendo a figura de Nossa Senhora Aparecida, impulsionado por apoiadores de Lula.

O episódio foi associado à campanha de Flávio Bolsonaro, que foi enfático ao negar a possibilidade de retirar o título de “Padroeira do Brasil” de Aparecida caso vença a eleição. “É mentira”, disse.

A proposta citada nas publicações virais, de fato, existiu, mas em 2007. O então deputado federal Victorio Galli (MDB-MT) apresentou um projeto de lei que pretendia substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O caso gerou polêmica e acabou arquivado pela Câmara dos Deputados em 2008.

Polêmica escalou para TSE e Supremo

A controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida chegou à Justiça Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de uma publicação do humorista Antonio Tabet e de conteúdos semelhantes após uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro.

No domingo (27), o ministro Flávio Dino determinou o restabelecimento da publicação. Segundo a decisão, o conteúdo não citava nominalmente Flávio Bolsonaro ou integrantes de sua família, e a retirada poderia atingir as liberdades de expressão e religiosa.

Durante entrevista à Band, Lula também comentou a controvérsia. Ao ser questionado sobre o assunto, afirmou: “Mexer com a Nossa Senhora Aparecida não é aceitável”. Na mesma entrevista, defendeu o respeito entre diferentes religiões.

Metodologia da pesquisa

A Quaest entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 24 e 27 de setembro. O levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06520/2026.

Fonte: RIC.com.br

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