ELOS E NÓS, QUEBRADOS

ELOS E NÓS, QUEBRADOS
(Cleusa Piovesan)

O fio quebrou-se,
Desatou o nó,
Sinto-me tão só!

Um vazio estranho
Que não tem tamanho,
Mas não sinta dó!

Criei meus fantasmas
Que ora me perseguem,
Mas a vida segue…

Me atirei no poço,
Me afoguei em lágrimas,
E a dor prossegue.

Escrevi histórias
Que não eram minhas.
Vida comezinha!

Vivo de manhãs
De lutas, sem glórias!
O medo avizinha.

O escuro paira
Sobre meus desejos.
Sonho com seus beijos…

Já não tenho paz,
Coleciono insônias,
Meus fantasmas vejo.

Perdi as certezas
Do que é verdadeiro.
Último ou primeiro?

O elo se quebrou:
Junto meus pedaços.
Já não sou inteiro!
_______________________
Cleusa Piovesan – Doutoranda em Letras; Mestra em Letras, Graduada em Letras – Português/Inglês e em Pedagogia; especialista em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e em Língua e Literatura; professora, escritora e poeta experimentalista. Publicou 18 livros de autoria própria, tem publicações em mais de 100 coletâneas, e organizou várias coletâneas de poesia. Representa o Centro de Letras do Paraná (CLP), a Academia Brasileira de Letras e Artes Minimalistas (ABLAM); a Academia Internacional Poetrix (AIP); a Confraria Ciranda Poetrix; o Centro de Letras de Francisco Beltrão (CLFB); a Associação Brasileira de Poetas Spinaístas; e o Centro de Letras do Oeste do Paraná (CELEOPA). Assina algumas colunas semanais: “Arte & Manhas da Poesia”, no Jornal Novo Tempo, a Hemera, no Jornal Opinião, a Via Poiesis, na Folha do Sudoeste, e Aventura Literária, no Jornal O Trombeta, todos no Sudoeste do Paraná.
Contato pelo Instagran: https://www.instagram.com/cleusa.piovesan/