Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026

Balanço do inverno aponta que Paraná teve chuvas e temperaturas acima da média

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O inverno se despede do Hemisfério Sul com a chegada da primavera nesta terça-feira (22), às 21h05. No Paraná, de acordo com o balanço do Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, o trimestre fechou com temperaturas e volumes de chuva acima da climatologia na maior parte do estado. O inverno se despede do Hemisfério Sul com a chegada da primavera nesta terça-feira (22), às 21h05. No Paraná, de acordo com o balanço do Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, o trimestre fechou com temperaturas e volumes de chuva acima da climatologia na maior parte do estado. No mesmo período, um levantamento da Defesa Civil Estadual apontou o registro de 228 ocorrências em 150 municípios – a maioria em agosto.

A estação mais fria do ano começou em 21 de junho, e o mês já terminou com volumes de chuva acima da média em todas as estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, com exceção da que fica em Guaraqueçaba.

Também em junho, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica americana (NOAA) confirmou o início do fenômeno El Niño, responsável pelo aquecimento das águas do oceano Pacífico equatorial, e capaz de impactar as condições atmosféricas em escala global até o fim do verão de 2027. No Paraná, segundo o Simepar, o impacto é o volume de chuvas acima da média.

As temperaturas médias ficaram em junho dentro a abaixo da climatologia. Nos dias 24 e 25 de junho as temperaturas mais baixas de 2026 até o momento foram constatadas em 27 cidades paranaenses, devido à presença de uma forte massa de ar polar. No dia 25, a temperatura mais baixa de 2026 em todo o Paraná até o momento foi constatada pela estação meteorológica do Simepar que fica em Palmas: -3,5°C. Geadas amplas e nevoeiros foram destaque ao longo do mês na maioria das cidades da metade sul do estado.

Ainda em junho, o Simepar classificou um tornado na categoria F2 da Escala Fujita na comunidade de Imbu, município de Reserva, às 23h do dia 28. No mesmo dia, um tornado categoria F1 atingiu Nova Cantu. No dia 30, outras supercélulas geraram tornados classificados pelo Simepar no estado: Laranjeiras do Sul, Turvo e Inácio Martins foram atingidas por tornados de categoria F1, e um segundo tornado atingiu novamente Inácio Martins, chegando a Cruz Machado, mas a análise dos danos tornou inconclusiva a classificação de sua intensidade na escala Fujita.

JULHO – Em julho, foram quatro as estações meteorológicas com mais de cinco anos de operação que ficaram com volume de chuva abaixo da climatologia: Antonina, Cerro Azul, Guaratuba e Guaraqueçaba. Em todas as outras 41 estações, o volume de chuva superou a média, com alguns registros históricos: os 311 mm de chuva em julho de 2026 na estação meteorológica de Palmas, por exemplo, foi o maior para o mês desde a instalação da estação na cidade, há 28 anos.

Nas duas ondas de frio de julho, Campo Mourão e Cândido de Abreu registraram suas temperaturas mais baixas de 2026 até o momento (3°C e 3,6°C, respectivamente). A presença de um ar mais aquecido e seco, entretanto, foi destaque no mês e em pleno inverno as temperaturas chegaram a valores recordes: a temperatura de 34,6°C em 28/07/2026 foi a mais alta para julho desde que a estação APPA Antonina foi instalada, em setembro de 2014. O valor de 34°C no mesmo dia foi a temperatura mais alta já registrada em julho desde que a estação de Guaratuba foi instalada, em 1997. Já o valor de 34,2°C no mesmo dia foi a temperatura mais alta já registrada em julho pela estação de Capanema desde sua instalação, em 2017.

Com menos ondas de frio do que historicamente é registrado e a presença do vento predominante de Norte, que transportou esse ar mais seco e quente característico do Centro-Oeste do Brasil para o Paraná, julho de 2026 terminou com as temperaturas dentro a acima da média em todo o estado. Os valores chegaram a ficar 2°C acima da média histórica para o mês de julho nas estações localizadas em Capanema e Campo Mourão.

AGOSTO – Já em agosto, somente três estações meteorológicas do Simepar registraram chuva abaixo da média: Cianorte, Maringá e Apucarana. Os registros de chuva foram os maiores para o mês de agosto desde a instalação das estações meteorológicas do Simepar em Fazenda Rio Grande, em 2009 (235,4 mm), em Laranjeiras do Sul, em 2017 (233 mm), e no Distrito de Horizonte, em Palmas, em 2019 (245,8 mm).

No dia 8 de agosto em Piraí do Sul, um tornado severo foi classificado pelo Simepar como F3 na Escala Fujita, associado a rajadas de vento estimadas entre 253 km/h e 332 km/h. Neste dia, várias supercélulas de tempestade atingiram o estado, também com registro de granizo em várias cidades.

Com maior predomínio de sol, a temperatura ficou acima da média em todas as estações meteorológicas do Simepar, chegando a mais de 2°C acima da média histórica para o período em Capanema, Cianorte, Cruzeiro do Iguaçu, Loanda, Maringá, Palotina, Telêmaco Borba, Toledo e Umuarama, e mais de 3°C acima da média em Campo Mourão.

A temperatura mais alta do inverno no Paraná foi registrada em agosto: 36,7°C no dia 17, em Capanema.

OCORRÊNCIAS – O levantamento da Defesa Civil Estadual apontou aumento no número de ocorrências no mês de agosto. Ao todo houve 138 registros em 112 municípios, que levaram a 30 decretos de Situação de Emergência. Os vendavais representaram quase metade dos casos severos, seguidos da tempestade de granizo.

Nesse período também houve um crescimento expressivo na quantidade de alertas emitidos pelo Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd) num total de 287 alertas, 214 alertas foram de risco alto e 57 Defesa Civil Alerta, de risco muito alto, emitidos com uso da ferramenta cell broadcast.

SETEMBRO – Até o dia 20 de setembro, apenas 12 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação no Paraná ainda tinham volumes de chuva abaixo da média climatológica: Assis Chateaubriand, Capanema, Cascavel, Cianorte, Foz do Iguaçu, Guaíra, Guarapuava, Palmas, Palotina, São Miguel do Iguaçu, Toledo e Ubiratã. Entretanto, os últimos dias de inverno ainda têm previsão de chuva volumosa no estado, o que deve contribuir para que a maior parte destas estações também ultrapasse a média mensal.

As outras 33 estações já tinham ultrapassado a média climatológica dez dias antes do mês acabar. Os maiores volumes de chuva do mês até o dia 20 foram registrados em Antonina (363,6 mm), Guaraqueçaba (307 mm), Cerro Azul (305,6 mm) e Jaguariaíva (301,6 mm).

A estação meteorológica que fica no Distrito de Horizonte, em Palmas, registrou em setembro sua temperatura mais baixa de 2026 até o momento: -0,1°C no dia 7.

Dois tornados foram identificados pelo Simepar em setembro: às 17h do dia 09 em Francisco Alves e às 16h do dia 11, em Goioerê. A análise dos danos, até o momento, mantém inconclusiva a classificação dos tornados na escala Fujita.

Um terceiro evento inicialmente classificado como tornado, à 0h40 do dia 10 em Espigão Alto do Iguaçu, foi reclassificado após análise detalhada dos danos. Trata-se de um downburst, um fenômeno diferente, com rajadas descendentes de vento, em vez de vento rotativo. Essa distinção é comum na fase inicial de resposta a eventos severos, quando a classificação preliminar é feita rapidamente com base em de relatos e imagens, e é refinada posteriormente com vistoria de novas evidências e análise dos dados.

TEMPESTADES SEVERAS E GRANIZO – Vendavais acompanhados da ocorrência de granizo aumentaram o número de ocorrências em períodos tradicionalmente secos no Paraná. Nos meses de junho, julho e agosto a Defesa Civil Estadual contabilizou 228 ocorrências em 150 municípios, os casos de maior incidência foram em Cascavel, Candói e Guarapuava.

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA – Houve 95 registros de ocorrências de vendavais, 62 registros de ocorrências de granizo e 5 registros de tornados durante o período. Os vendavais causaram estragos em 75 municípios. Os tornados atingiram os municípios de Reserva, Piraí do Sul, Turvo, Nova Cantú e Laranjeiras do Sul. Os dois primeiros foram os que registraram danos mais expressivos, tendo decretado situação de emergência.

Em três meses, 39 prefeituras decretaram situação de emergência dada a dimensão dos danos: Alto Paraíso, Alto Piquiri, Ampére, Antonina, Arapuã, Barracão, Cafezal do Sul, Cambé, Cândido de Abreu, Candói, Chopinzinho, Cidade Gaúcha, Diamante do Oeste, General Carneiro, Goioerê, Goioxim, Guaratuba, Iporã, Irati, Manoel Ribas, Marmeleiro, Marquinho, Morretes, Nova Laranjeiras, Palmital, Perobal, Pinhão, Piraí do Sul, Pitanga, Pranchita, Quedas do Iguaçu, Renascença, Reserva, Rio Bonito do Iguaçu, Rio Negro, Santa Maria do Oeste, Tibagi, Turvo e Xambrê.

Fonte/foto: AEN

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