sexta-feira, 09 de outubro de 2026

Infarto e AVC: Samu em todo o Paraná utiliza medicamento que evita mortes e sequelas graves

e7284d5d-5da3-4742-89bf-55326e96ef37_1 thumbnail

Nos casos de infarto agudo do miocárdio (IAM) e de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico cada minuto conta. Por isso, um protocolo que prevê capacitação e o uso de medicamentos trombolíticos nos serviços de urgência e emergência da rede estadual de saúde foi implementado pelo Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), em junho de 2020. Desde então, já foram atendidos 2 mil pacientes via Sistema Único de Saúde (SUS) que receberam o trombolítico para IAM.

Somente desde maio de 2026, 80 pessoas receberam o medicamento para o AVC isquêmico, segundo levantamento dos hospitais próprios. Ambos os procedimentos foram 100% custeados pela Sesa.

Os trombolíticos são usados, conforme avaliação clínica, para dissolver os coágulos sanguíneos que obstruem os vasos do coração ou do cérebro e, dessa forma, restabelecer a circulação do sangue e a oxigenação na região. Tal bloqueio pode causar as duas graves condições médicas de emergência.

Nos casos de infarto, o uso do medicamento trombolítico pode ser indicado, principalmente, quando procedimentos de maior complexidade como a angioplastia (para desobstruir artérias), por exemplo, não estiver disponível no tempo recomendado. Assim, o paciente pode receber o medicamento enquanto a continuidade do atendimento é providenciada na rede de saúde.

A rapidez no uso destes medicamentos reduz os óbitos e risco de sequelas nestas duas situações de emergências. De acordo com o levantamento dos atendimentos do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) no Paraná relacionados ao infarto agudo do miocárdio, uma das emergências cardíacas mais graves e com prioridade de encaminhamento, os registros anuais apontam 2.818 atendimentos em 2023; 3.792 em 2024; 3.675 em 2025 e 2.980 até 29 de setembro de 2026.

“A implementação dos medicamentos trombolíticos significa, ano após ano, um real ganho de tempo, de vida, de esperança. Porque é justamente a rapidez no diagnóstico e no início do tratamento que aumentam as chances de sobrevivência, que reduzem o risco de sequelas nos pacientes”, firmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

“Essa medicação é fundamental para deslocamentos um pouco mais longos também, só que junto com ela vem a necessidade de preparo. Por isso, a Sesa mantém o compromisso de continuar investindo na capacitação das equipes”, destacou ele.

OFERTA E TREINAMENTO – Não basta apenas a oferta de medicamentos trombolíticos na rede de urgência e emergência, que no Paraná está disponível em 20 hospitais de pequeno porte e Unidades de Pronto Atendimento (UPA), além das Ambulâncias de Suporte Avançado (USA) do Samu. Para além disso, existe ainda um monitoramento dos atendimentos de infartos e AVCs – em tempo real, via sistema – e um trabalho de treinamentos online bimestrais, e de capacitações presenciais com as equipes a cada seis meses.

“Esse é um dos focos da Sesa, manter as equipes aptas. Não adianta apenas oferecer um medicamento de alto custo, que tem contraindicações, e que deve ser administrado após uma avaliação feita, na maioria das vezes, sob alta pressão. É preciso preparar e, por isso, já alcançamos 2.200 profissionais, entre médicos e enfermeiros, que desempenham um papel estratégico nas macrorregiões do Estado, garantindo socorro rápido, qualificado e humanizado”, destacou o médico de Urgência e Emergência da Sesa, Marcio Allan de Souza Alves.

Nas UPAs, as equipes podem fazer o diagnóstico, avaliar a indicação clínica e, quando necessário, iniciar o tratamento com trombolíticos tanto para o IAM quanto para o AVC isquêmico, para dissolução dos trombos. Já nos atendimentos do Samu, após avaliação da equipe de saúde, o medicamento pode ser administrado nas unidades de Suporte Avançado de Vida habilitadas.

A gerente de Urgência e Emergência da Sesa, Giovana Fratin, reforçou a importância da consolidação e integração do protocolo à Rede de Atenção à Saúde do Paraná. “Mais do que ampliar o acesso ao medicamento, estamos qualificando o atendimento de urgência e fortalecendo a linha de cuidado aos pacientes com infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Atualmente, cerca de 10% dos pacientes elegíveis são trombolisados, e nosso objetivo é ampliar esse acesso de forma cada vez mais oportuna e qualificada”, ressaltou.

Fonte/foto: Assessoria

Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *