O deputado estadual Requião Filho (PDT) oficializou na noie de quarta-feira, 5 de agosto, sua candidatura ao Governo do Paraná, em convenção realizada na Sociedade Thalia, em Curitiba. A chapa reúne oito partidos, confirmou Michele Caputo Neto (Solidariedade) como candidato a vice-governador e lançou Gleisi Hoffmann (PT) e Dr. Rosinha (PT) ao Senado. No discurso, o pedetista prometeu priorizar políticas públicas voltadas à segurança, saúde, educação, moradia e infraestrutura, além de fazer críticas ao modelo de gestão do governador Ratinho Junior (PSD).
O deputado estadual Requião Filho oficializou sua candidatura ao Palácio Iguaçu à frente de uma coligação formada por oito partidos, consolidando um dos principais palanques de oposição ao grupo político do governador Ratinho Junior nas eleições de 4 de outubro.
A aliança reúne o Partido Democrático Trabalhista (PDT), a Federação Brasil da Esperança, composta por Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV),, a Federação PSOL-Rede e a Federação Renovação Solidária, formada por Solidariedade e Partido Renovação Democrática (PRD).
Durante a convenção, realizada na Sociedade Thalia, em Curitiba, Requião Filho confirmou o ex-secretário estadual da Saúde Michele Caputo Neto como candidato a vice-governador.
A chapa majoritária também definiu os dois candidatos ao Senado: a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) ocupará a primeira vaga, enquanto o ex-deputado federal Dr. Rosinha (PT) disputará a segunda cadeira.
A composição busca integrar o projeto estadual à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fortalecendo o campo político de centro-esquerda no Paraná.
No discurso de lançamento, Requião Filho afirmou que decidiu disputar o governo há cerca de dois anos e declarou que nunca trabalhou com uma alternativa à candidatura.
“Só teve plano A. Não teve plano B, plano C ou plano D. O objetivo sempre foi construir um Paraná que cuide das pessoas”, afirmou.
Segurança, saúde e educação como prioridades
O candidato estruturou sua fala em torno da ideia de um “Estado que cuida das pessoas”. Na segurança pública, defendeu a recomposição do efetivo das polícias, valorização salarial e maior integração entre policiais e comunidades.
Segundo Requião Filho, o investimento deve priorizar recursos humanos, sem abandonar equipamentos e tecnologia.
Na saúde, criticou o modelo atual e afirmou que pretende fortalecer a atenção básica, ampliar o acesso a hospitais, cirurgias e leitos, além de estabelecer maior integração entre Estado, municípios, Santas Casas e universidades.
Na educação, prometeu devolver autonomia aos professores, valorizar profissionais da rede pública e investir desde a gestão escolar até a sala de aula. Também defendeu oportunidades para que jovens possam estudar e trabalhar em suas cidades de origem, reduzindo a necessidade de migração para grandes centros.
Moradia, mulheres e combate ao preconceito
Requião Filho afirmou que pretende retomar programas de habitação popular em parceria com o governo federal, priorizando empreendimentos próximos a emprego, escolas e serviços públicos.
O candidato também prometeu criar centros especializados de atendimento às mulheres e crianças vítimas de violência, inspirados em experiências anteriores do Estado, e defendeu políticas públicas específicas para a população idosa.
Outro ponto do discurso foi a defesa do combate à discriminação. O pedetista afirmou que seu governo não aceitará preconceitos relacionados à origem regional, raça ou orientação sexual.
Críticas ao pedágio e ao governo Ratinho Junior
Na parte mais política da fala, Requião Filho voltou a criticar o atual modelo de concessões rodoviárias do Paraná.
O candidato prometeu rever contratos, defender tarifas menores e ampliar investimentos públicos em infraestrutura, citando ferrovias e rodovias como prioridades.
Também direcionou críticas ao candidato governista Sandro Alex (PSD), afirmando que o adversário elogia um modelo de pedágio que, segundo ele, prejudica os paranaenses.
Cenário eleitoral do Paraná
| Coligação / Partido | Governador | Vice | Candidatos ao Senado |
|---|---|---|---|
| PSD, PP, União Brasil, PSDB, Republicanos, Avante, Cidadania e MDB | Sandro Alex (PSD) | Rafael Greca (MDB) | Alexandre Curi (Republicanos) Cristina Graeml (PSD) |
| PL, Novo, Podemos e DC | Sergio Moro (PL) | Edson Vasconcelos (PL) | Deltan Dallagnol (Novo) Filipe Barros (PL) |
| PDT, PT, PV, PSOL, PCdoB, Rede, PRD e Solidariedade | Requião Filho (PDT) | Michele Caputo (Solidariedade) | Dr. Rosinha (PT) Gleisi Hoffmann (PT) |
| Missão | Luiz França (Missão) | João Adolfo (Missão) | Karen Guerreiro (Missão) |
| PSTU | Samuel de Mattos (PSTU) | Helena Figueiredo (PSTU) | Não informado |
| Unidade Popular (UP) | Tayná Miessa (UP) | Willian Araki (UP) | Joaquim Maciel (UP) |
Até o momento, seis chapas já tiveram candidaturas consolidadas ao Governo do Paraná. O bloco liderado por Sandro Alex reúne oito legendas, enquanto Sergio Moro (PL) lidera uma aliança de quatro partidos. Requião Filho também chega à disputa com uma coligação de oito siglas, formada por partidos de centro-esquerda. Além deles, lançaram candidaturas Luiz França (Missão), Samuel de Mattos (PSTU) e Tayná Miessa (UP).
No campo governista, PSDB, Avante e a Federação União Progressista (União Brasil e PP) também realizaram suas convenções nesta quarta-feira, mas as legendas já haviam definido apoio à candidatura de Sandro Alex (PSD).
Fonte: Blog do Esmael
Foto: Reprodução Requião Filho












