{"id":32783,"date":"2026-11-06T22:34:39","date_gmt":"2026-11-07T01:34:39","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/?p=32783"},"modified":"2026-11-06T22:34:48","modified_gmt":"2026-11-07T01:34:48","slug":"simepar-lanca-documentario-sobre-a-analise-meteorologica-do-tornado-em-rio-bonito-do-iguacu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/simepar-lanca-documentario-sobre-a-analise-meteorologica-do-tornado-em-rio-bonito-do-iguacu\/","title":{"rendered":"Simepar lan\u00e7a document\u00e1rio sobre a an\u00e1lise meteorol\u00f3gica do tornado em Rio Bonito do Igua\u00e7u"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">Um ano depois do outbreak \u2013 ocorr\u00eancia de m\u00faltiplos tornados gerados pelo mesmo sistema meteorol\u00f3gico&nbsp;\u2013 de 7 de novembro de 2025, o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paran\u00e1, lan\u00e7a um document\u00e1rio que detalha todo o trabalho da equipe de meteorologistas antes, durante e depois das ocorr\u00eancias. \u201cAl\u00e9m do tornado: uma an\u00e1lise meteorol\u00f3gica dos eventos de novembro de 2025 no Paran\u00e1\u201d foi publicado nesta sexta-feira (06) no canal do Youtube da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um tornado devastou Rio Bonito do Igua\u00e7u, no Centro-Sul do Estado, uma equipe de meteorologistas que j\u00e1 sabia da gravidade do cen\u00e1rio previsto acompanhava a for\u00e7a da natureza levar estruturas, vidas e hist\u00f3rias, por meio das telas de monitoramento. No mesmo dia, outros dois tornados tamb\u00e9m atingiram o Paran\u00e1. Este plant\u00e3o levou o Simepar a revisar e aprimorar seus processos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O document\u00e1rio ressalta o legado que ficou, depois de um trabalho intenso que come\u00e7ou com a emiss\u00e3o de avisos meteorol\u00f3gicos e alertas para a popula\u00e7\u00e3o antes da ocorr\u00eancia, passou pela classifica\u00e7\u00e3o preliminar, pela an\u00e1lise em campo, pelo estudo de mapeamentos a\u00e9reos, e teve a conclus\u00e3o publicada em um laudo t\u00e9cnico, com mais de 130 p\u00e1ginas. A an\u00e1lise envolveu diretamente as \u00e1reas de meteorologia, geointelig\u00eancia, infraestrutura e tecnologia da informa\u00e7\u00e3o do Simepar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTodo o processo de gest\u00e3o do risco, desde o momento da identifica\u00e7\u00e3o do primeiro sinal das tempestades, o acompanhamento e a comunica\u00e7\u00e3o dos eventos, foi revisto e melhorado desde ent\u00e3o. Hoje temos processos mais conhecidos, pap\u00e9is e responsabilidades melhores definidos\u201d, conta Sheila Paz, gerente de meteorologia do Simepar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A institui\u00e7\u00e3o j\u00e1 contava com tr\u00eas meteorologistas com mestrado em tempestades severas na equipe, que compartilhavam o conhecimento da \u00e1rea de pesquisa com a experi\u00eancia de meteorologistas com mais de 20 anos de atua\u00e7\u00e3o na opera\u00e7\u00e3o quando os tornados aconteceram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois destes eventos severos, os profissionais buscaram ainda mais conhecimento. Sheila e o coordenador de opera\u00e7\u00f5es do Simepar, Marco Jusevicius, acompanhados de representantes da Defesa Civil do Paran\u00e1, estiveram neste ano em Oklahoma, em um dos maiores centros de monitoramento de tornados do mundo, para conhecer como o trabalho \u00e9 feito em escala global. \u201cEssa experi\u00eancia fez com que a gente conseguisse trazer o m\u00e9todo e adequar \u00e0 nossa realidade\u201d, ressalta Sheila.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Novos sistemas passaram a ser criados pelas equipes de meteorologistas desenvolvedores do Simepar para facilitar a an\u00e1lise dos dados de radar, sat\u00e9lite e das esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas, e para agilizar a comunica\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos. Sob efeito do El Ni\u00f1o, com aumento das tempestades severas pelo Paran\u00e1, os novos protocolos, novos sistemas em fase de teste e novos conhecimentos j\u00e1 foram aplicados em 2026, quando o Simepar classificou 15 tornados no Paran\u00e1: 13 supercelulares, e dois landspouts (que se formam de redemoinhos de vento em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 nuvem, ao inv\u00e9s de descer da nuvem em dire\u00e7\u00e3o ao solo).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m dos tornados, v\u00e1rios outros casos de tempestades severas que causaram danos foram estudados e classificados pelos meteorologistas depois de novembro de 2025. A classifica\u00e7\u00e3o adequada dos eventos meteorol\u00f3gicos permite aos munic\u00edpios buscar ajuda para reconstru\u00e7\u00e3o, auxilia na constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e na pesquisa, embasando a climatologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNesse momento de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, \u00e9 importante que tenhamos no Paran\u00e1 um trabalho diferenciado. Popula\u00e7\u00e3o, \u00f3rg\u00e3o meteorol\u00f3gico, Defesa Civil e outros \u00f3rg\u00e3os do Estado trabalhando juntos para melhor defender a popula\u00e7\u00e3o e para que as cidades sejam mais resilientes e pessoas mais preparadas para o futuro que nos espera\u201d, afirma Paulo de Tarso, diretor-presidente do Simepar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OS TORNADOS<\/strong> &#8211; No dia 7 de novembro de 2025, o ramo frio de um ciclone extratropical formado sobre o Sul do Brasil favoreceu o desenvolvimento de nuvens de tempestade de forte intensidade sobre o Paran\u00e1. Algumas dessas nuvens, imersas em um ambiente de elevada instabilidade termodin\u00e2mica, intensificaram-se ainda mais, evoluindo para a categoria de superc\u00e9lulas, com caracter\u00edsticas de rota\u00e7\u00e3o em torno de seu eixo vertical. O cisalhamento vertical intenso do vento e o transporte de ar quente e \u00famido foram cruciais para a evolu\u00e7\u00e3o das tempestades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Duas dessas superc\u00e9lulas foram respons\u00e1veis pela ocorr\u00eancia de tr\u00eas tornados em munic\u00edpios das regi\u00f5es Sudoeste e Centro-Sul do Paran\u00e1. Originado de uma superc\u00e9lula na fronteira com o Paraguai, o primeiro deles percorreu 75 km entre Quedas do Igua\u00e7u e Cantagalo. No seu ponto mais cr\u00edtico, em Rio Bonito do Igua\u00e7u, a &#8220;cicatriz&#8221; no solo chegou a ter 3.250 metros de largura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A classifica\u00e7\u00e3o foi de F4 na Escala Fujita, que vai de 0 a 5. Um tornado considerado &#8220;devastador&#8221;. A for\u00e7a foi tamanha que \u00e1rvores tiveram a casca arrancada, e uma colheitadeira de 16 toneladas foi arrastada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da mesma superc\u00e9lula originou-se o segundo tornado. Foram 44 km de destrui\u00e7\u00e3o entre Cand\u00f3i e o distrito de Entre Rios, em Guarapuava. Embora tenha come\u00e7ado como um F2, ao chegar a Entre Rios, ele evoluiu para a categoria F4. Cont\u00eaineres foram arremessados a 150 metros de dist\u00e2ncia e casas de alvenaria foram completamente colapsadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma segunda superc\u00e9lula gerou o terceiro tornado, em Turvo. O menor de todos, com 12 km, foi classificado como F2, que gera danos consider\u00e1veis. Ele destruiu matas e constru\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o da Cachoeira dos Turcos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>Fonte\/fotos: Assessoria Simepar <\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ano depois do outbreak \u2013 ocorr\u00eancia de m\u00faltiplos tornados gerados pelo mesmo sistema meteorol\u00f3gico&nbsp;\u2013 de 7 de novembro de 2025, o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paran\u00e1, lan\u00e7a um document\u00e1rio que detalha todo o trabalho da equipe de meteorologistas antes, durante e depois das ocorr\u00eancias. \u201cAl\u00e9m do tornado: uma an\u00e1lise meteorol\u00f3gica&#8230;<\/p>","protected":false},"author":22,"featured_media":32784,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[26,98,577],"tags":[939,942,175,941,215,940],"post_template":[83],"top_category":[77,82],"class_list":["post-32783","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-centro-sul","category-geral","category-parana","tag-1-anos","tag-documentario","tag-rio-bonito-do-iguacu","tag-rio-bonito-do-iguyacu","tag-simepar","tag-tornados","post_template-layout-padrao","top_category-agora","top_category-noticia","pmpro-has-access"],"acf":[],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32783","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32783"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32783\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32785,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32783\/revisions\/32785"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32784"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32783"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32783"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32783"},{"taxonomy":"post_template","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/post_template?post=32783"},{"taxonomy":"top_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/top_category?post=32783"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}