{"id":32009,"date":"2026-08-12T09:42:48","date_gmt":"2026-08-12T12:42:48","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/?p=32009"},"modified":"2026-08-12T09:42:49","modified_gmt":"2026-08-12T12:42:49","slug":"mapbiomas-menor-vegetacao-nativa-expoe-mais-o-pais-ao-el-nino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/mapbiomas-menor-vegetacao-nativa-expoe-mais-o-pais-ao-el-nino\/","title":{"rendered":"Mapbiomas: menor vegeta\u00e7\u00e3o nativa exp\u00f5e mais o pa\u00eds ao El Ni\u00f1o"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 41 anos, a vegeta\u00e7\u00e3o nativa foi reduzida a 65% do territ\u00f3rio brasileiro, aponta a Cole\u00e7\u00e3o 11 dos mapas anuais de cobertura e uso da terra&nbsp;do MapBiomas, divulgada nesta quarta-feira (12).&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1699349&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1699349&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ao longo dessas quatro d\u00e9cadas, \u00e1reas onde as florestas permaneceram&nbsp;foram menos afetadas pelo fen\u00f4meno El Ni\u00f1o \u2500&nbsp;aquecimento da superf\u00edcie equatorial do Oceano Pac\u00edfico que causa eventos clim\u00e1ticos extremos na Am\u00e9rica do Sul<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova cole\u00e7\u00e3o traz resultados do mapeamento do territ\u00f3rio nacional, de 1985 at\u00e9 2025, a partir de 33 classes de cobertura da terra, como biomas, atividades humanas, tipos de vegeta\u00e7\u00e3o e superf\u00edcie de \u00e1gua, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesta edi\u00e7\u00e3o, os dados foram cruzados aos da plataforma MapBiomas Atmosfera, que monitora o clima e a qualidade do ar no pa\u00eds.&nbsp;Os pesquisadores observaram especialmente a ocorr\u00eancia de extremos clim\u00e1ticos, como secas e temporais, no trimestre de setembro a novembro, durante os anos com&nbsp;El Ni\u00f1o \u2013 1997\/98, 2015\/16, 2023\/24.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na an\u00e1lise, os pesquisadores puderam observar que,&nbsp;<strong>nesses anos&nbsp;em que o fen\u00f4meno foi mais intenso, a maior parte dos biomas brasileiros foi afetada por secas e aus\u00eancia de chuva<\/strong>. As exce\u00e7\u00f5es foram nos biomas Pampa e em parte da Mata Atl\u00e2ntica, onde houve um aumento da precipita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impacto por&nbsp;bioma<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A Amaz\u00f4nia foi o bioma mais afetado pelo d\u00e9ficit de chuvas nos tr\u00eas El Ni\u00f1o<\/strong>, sendo que, no \u00faltimo, ocorrido em 2023\/2024, os efeitos mais intensos registrados foram nas \u00e1reas de agropecu\u00e1ria. Essas regi\u00f5es, onde o ser humano deu outro tipo de uso \u00e0 terra que antes abrigava floresta, sofreram uma redu\u00e7\u00e3o de 178 mil\u00edmetros de precipita\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Pantanal foi drasticamente afetado pelo \u00faltimo El Ni\u00f1o ocorrido, o que levou o bioma a registrar o ano mais seco da s\u00e9rie hist\u00f3rica em 2024. No Cerrado e na por\u00e7\u00e3o norte da Mata Atl\u00e2ntica, a seca foi ficando mais intensa a cada novo fen\u00f4meno. As \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa foram as mais afetadas nesses biomas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As \u00e1reas de agropecu\u00e1ria tamb\u00e9m foram as mais afetadas no Pampa pelos extremos clim\u00e1ticos ocorridos durante o El Ni\u00f1o. Mas, diferentemente da Amaz\u00f4nia, o bioma foi impactado pelo excesso de chuva, especialmente nos \u00faltimos dois fen\u00f4menos analisados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vegeta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Em 1985, a vegeta\u00e7\u00e3o nativa do pa\u00eds ocupava 79% do territ\u00f3rio brasileiro e, em 2025, esse percentual caiu para 65%<\/strong>. &nbsp;Durante esses 41 anos, a forma\u00e7\u00e3o florestal foi o tipo de vegeta\u00e7\u00e3o que perdeu mais \u00e1rea pela a\u00e7\u00e3o humana. Foram menos 65 milh\u00f5es de hectares, seguido da forma\u00e7\u00e3o sav\u00e2nicas, com menos 46 milh\u00f5es de hectares, e dos campos alagados, que perderam 6,3 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEmbora a perda tenha sido maior em florestas, proporcionalmente a perda maior foi das forma\u00e7\u00f5es sav\u00e2nicas, que perderam 30% de toda a sua \u00e1rea nesse per\u00edodo\u201d, diz o coordenador-geral do MapBiomas, Tasso Azevedo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em todo o per\u00edodo estudado, 557 milh\u00f5es de hectares mapeados mantiveram a mesma classe de cobertura ou uso da terra. Desse total, a maioria, 335 milh\u00f5es de hectares, foram florestas mantidas em p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Atividades humanas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A agropecu\u00e1ria \u00e9 a classe que mais ocupou \u00e1rea no pa\u00eds, sendo que, em 2025, j\u00e1 representava 32% do territ\u00f3rio do pa\u00eds, enquanto que, em 1985, estava presente em apenas 18% do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pastagem cresceu em 61,6 milh\u00f5es de hectares ao longo do per\u00edodo estudado, enquanto a agricultura cresceu sobre 48 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas atividades ocuparam \u00e1reas antes de vegeta\u00e7\u00f5es nativas dos seis biomas brasileiros de forma desigual. A Amaz\u00f4nia e o Cerrado foram os que mais perderam em tamanho de \u00e1rea, com redu\u00e7\u00f5es de 53,9 milh\u00f5es e 51,7 milh\u00f5es de hectares, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caatinga, Mata Atl\u00e2ntica, Pampa e Pantanal perderam respectivamente 10,1; 4,9; 4 e 1,9 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA Mata Atl\u00e2ntica perdeu menos porque j\u00e1 tinha perdido anteriormente e tamb\u00e9m porque est\u00e1 em uma trajet\u00f3ria, nos \u00faltimos 20 anos, que estabilizou e, em alguns lugares, cresceu a \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, especialmente florestas\u201d, explica Tasso Azevedo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 proporcionalmente, Cerrado e o Pampa apresentam as maiores redu\u00e7\u00f5es com perdas de 34% e 32%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estados e DF<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No recorte por estados, a nova cole\u00e7\u00e3o aponta que, entre 1985 e 2025, 25 dos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal reduziram a participa\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa em seus territ\u00f3rios. O Rio de Janeiro foi a \u00fanica exce\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s recuperar 1% da cobertura verde de seu territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesses 41 anos, os estados que mais perderam vegeta\u00e7\u00e3o nativa proporcionalmente aos seus territ\u00f3rios foram Rond\u00f4nia com redu\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa de 92% para 59%, entre 1985 e 2025. Maranh\u00e3o, que passou de 91% para 61%; Mato Grosso e Tocantins, ambos com redu\u00e7\u00e3o de 90% para 61%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Novidade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As marismas, \u00e1reas pantanosas sob influ\u00eancia de \u00e1gua salobra foram mapeadas pela primeira vez no estudo do Mapbiomas, ainda em vers\u00e3o beta. Em 2025, foram mapeados 6,9 mil hectares de marismas, apenas no bioma Pampa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;As principais vegeta\u00e7\u00f5es presentes nas marismas s\u00e3o herb\u00e1ceas, formadas por gram\u00edneas e juncos adaptados \u00e0 \u00e1gua salgada, j\u00e1 que esses ecossistemas ocorrem nas margens dos estu\u00e1rios e recebem tanto \u00e1gua doce de rios ou lagunas, quanto a \u00e1gua do mar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As que entraram no estudo, est\u00e3o localizadas nas zonas estuarinas das lagoas Tramanda\u00ed-Armaz\u00e9m, Lagoa do Peixe, Laguna dos Patos e na foz do Arroio Chu\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>Fonte\/foto: Ag\u00eancia Brasil <\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 41 anos, a vegeta\u00e7\u00e3o nativa foi reduzida a 65% do territ\u00f3rio brasileiro, aponta a Cole\u00e7\u00e3o 11 dos mapas anuais de cobertura e uso da terra&nbsp;do MapBiomas, divulgada nesta quarta-feira (12).&nbsp; Ao longo dessas quatro d\u00e9cadas, \u00e1reas onde as florestas permaneceram&nbsp;foram menos afetadas pelo fen\u00f4meno El Ni\u00f1o \u2500&nbsp;aquecimento da superf\u00edcie equatorial do Oceano Pac\u00edfico que&#8230;<\/p>","protected":false},"author":22,"featured_media":32010,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"pmpro_default_level":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[218,98],"tags":[193,190,227],"post_template":[83],"top_category":[77,82],"class_list":["post-32009","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-geral","tag-brasil","tag-clima","tag-el-ninho","post_template-layout-padrao","top_category-agora","top_category-noticia","pmpro-has-access"],"acf":[],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32009","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32009"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32009\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32011,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32009\/revisions\/32011"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32010"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32009"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32009"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32009"},{"taxonomy":"post_template","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/post_template?post=32009"},{"taxonomy":"top_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalopiniao.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/top_category?post=32009"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}