CRÔNICA DA MINHA MORTE
CRÔNICA DA MINHA MORTE
Usando da honestidade: sim, eu morri. Foi agora há pouco. O Nietzsche disse que Deus está morto também. Ele estava ali com o Schopenhauer tomando cerveja. O Dostoievski estava junto, parece que tomando vodca.
Tô meio atordoado. Ouvi falar que morri do coração. Quiseram fazer decoração. É simples, mas é de coração.
Oi, Marília, logo chego aí.
Pois é, “o mundo é um moinho”. Sem dívida, mas, inteiramente duro.
Não sei qual é seu contexto. Qualquer coisa, “vem pra caixa você também”. Ou, fica aí no banco.
Juntando o patrimônio, dividido pelo matrimônio, demônio, sobrou nada.
Chegou uma notificação. Para aí, só. Paraíso?
Isso me fez lembrar sertanejo de verdade. Mococa e Paraíso. A música saudadona.
Levo uma saudade grande.
Por falar em música… Alexa, toca Belchior!
Até Mais Ver!
Luiz Silva
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Luiz Silva nasceu em 1976, em Francisco Beltrão (PR). É servidor público, trabalha na Prefeitura Municipal de Francisco Beltrão. É integrante do Centro de Letras de Francisco Beltrão. Participou das coletâneas Trincas que me Trincam, (2020) e Pratas da Casa (2023). Colunista da coluna Hemera, publicada no Jornal Opinião, desde 2025. É apaixonado por música, por literatura e por filosofia, mas sua maior paixão é a tecnologia. Não por acaso, grande parte de sua produção literária é repleta de figuras de linguagem que remetem à linguagem da informática.
