Lulopetismo e bolsonarismo: povo marcado, povo feliz
Há dois tipos de “bolsodependentes”: aqueles que se beneficiam financeiramente – direta ou indiretamente – e os afetivamente abandonados, eternamente em busca do colo paterno ou de sentido para a própria vida; de pertencimento de grupo.
Troquem o devoto da cloroquina pelo corrupto e lavador de dinheiro Lula da Silva, ou mesmo por qualquer outro político que arraste multidões, e terão mais do mesmo, da mesma espécie de carentes, ávidos pela salvação do pai projetado.
Essa massa humana, jocosamente apelidada de manada, é o fermento que faz crescer o pão do atraso e da miséria brasileiros. São esses pobres órfãos que acreditam, votam e defendem os populistas cretinos que governam o Brasil desde sempre.
Ilusão, normalmente, é uma forma de defesa humana. A dor da frustração, muitas vezes, é insuportável, daí a necessidade do autoengano. O crente acreditou na salvação através do pai e da mãe dos pobres, ou do mito, e se lascou. O jeito é negar a realidade.
Quando a cleptocracia lulopetista saqueava os cofres do País, a atual seita bolsonarista o combatia (com razão!) e era confrontada pelos fanáticos do lulopetismo. Hoje, diante da catástrofe que é o desgoverno Bolsonaro, os papéis se inverteram.
São os chamados bolsominions que negam a realidade dos fatos, enquanto os tais petralhas babam ódio e rancor (também com razão!). Nenhuma das tribos quer o bem do Brasil, mas apenas a ilusão como forma de não reconhecerem que erraram, e feio!
Pecados e crimes do lulopetismo, muitos dos quais repetidos à perfeição pelo bolsonarismo, são hoje perdoados e justificados pela malta que idolatra o genocida do Planalto. Por quê? Ora, dói demais reconhecer que o “mito” é apenas uma versão de Lula.
Versão do sapo barbudo? Sim. Se melhorada ou piorada, não sei dizer. Até porque, ambas são passíveis de duplo sentido. Da mesma forma que lulistas e bolsonaristas são a mesma versão do “ê, ôô, vida de gado; povo marcado, ê; povo feliz” (Zé Ramalho).
RICARDO KERTZMAN É BLOGUEIRO, COLUNISTA E CONTESTADOR POR NATUREZA. REZA A LENDA QUE, AO NASCER, ANTES MESMO DE CHORAR, RECLAMOU DO HOSPITAL, BRIGOU COM O OBSTETRA E DISCUTIU COM A MÃE. SEU TEMPERAMENTO IMPULSIVO SÓ NÃO É MAIOR QUE SEU IMENSO BOM CORAÇÃO.