VIVER; VERBO INTRANSITÁVEL
VIVER; VERBO INTRANSITÁVEL
(Luiz Silva)
A vida no trânsito não é como um poema
E as ruas não são como versos
Os carros não são como palavras
Os pedestres na faixa não são como vírgulas,
merecendo uma breve pausa.
A Praça, a pressa, o preço, o próximo,
O louco, o lucro, o luxo, o lixo.
A cidade, a cidadania citada,
Complexos, completos, concreto.
Sonhar, trabalhar, andar,
Comprar, construir, entender.
Nessa loucura, é difícil
Viver, é um verbo intransitável.
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Luiz Silva nasceu em 1976, em Francisco Beltrão (PR). É servidor público, trabalha na Prefeitura Municipal de Francisco Beltrão. É integrante do Centro de Letras de Francisco Beltrão. Participou das coletâneas Trincas que me Trincam, (2020) e Pratas da Casa (2023). Colunista da coluna Hemera, publicada no Jornal Opinião, desde 2025. É apaixonado por música, por literatura e por filosofia, mas sua maior paixão é a tecnologia. Não por acaso, grande parte de sua produção literária é repleta de figuras de linguagem que remetem à linguagem da informática.
