APESAR
APESAR
(Luiz Silva)
Apesar de que
A guitarra permanece em silêncio,
O poema não foi pra tela do computador,
E no rosto algo do tipo sistema operacional, sem ambiente gráfico.
Apesar de que,
No Shell roda player, posso ouvir e tirar música,
Escrever um poema,
Ainda que ao olhar de tantos seja estranho.
Power off!
Datas comemorativas são convenções comerciais.
Pessoas são como softwares que instalamos no nosso sistema,
Algumas não ficamos sem.
Viva música, viva poesia, viva tecnologia!
Valeu pra quem fez e faz parte dos meus dias.
__________________________________________________
Luiz Silva nasceu em 1976, em Francisco Beltrão (PR). É servidor público, trabalha na Prefeitura Municipal de Francisco Beltrão. É integrante do Centro de Letras de Francisco Beltrão. Participou das coletâneas Trincas que me Trincam, (2020) e Pratas da Casa (2023). Colunista da coluna Hemera, publicada no Jornal Opinião, desde 2025. É apaixonado por música, por literatura e por filosofia, mas sua maior paixão é a tecnologia. Não por acaso, grande parte de sua produção literária é repleta de figuras de linguagem que remetem à linguagem da informática.
