POEMA ÀS AVESSAS

POEMA ÀS AVESSAS
(Cláudio Loes)

Nada de querer seguir de cima para baixo
Vá até o final e suba
Se teimar não vai gostar do resultado
* – * – *
O início está no fim
Voltar lá no final
Sem querer teimar em recomeçar
Importa ter seguido em frente
Somos vulneráveis
Tudo um dia termina
Mas como?
Todos ficam impressionados
Derramando sangue e suor
E lá se vai o amor por terra
Um tiro certeiro
Uma palavra
Sua correção
Tudo um dia tem seu fim
Resistiram e foram em frente
Tirania dos poderosos
Solo pedregoso
Enfrentando dificuldades
Seguiram pela vida
Bateram em uníssono
Os corações se uniram
A batida era forte
Do calor ardente dos corações
Foi assim a primeira chama
Um terremoto fora das previsões
Pernas tremendo
Aquele rosto vermelho
O primeiro olhar
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Cláudio Loes nasceu em 1959, em Blumenau/SC, reside, atualmente, em Francisco Beltrão/PR. É filósofo, engenheiro elétrico, especialista em Educação Ambiental, escritor, poeta e articulista. É Associado da União Brasileira de Trovadores, UBT-Nacional; Associado do Centro de Letras do Paraná; é Associado Correspondente da Academia Paranaense da Poesia; é Membro do Centro de Letras de Francisco Beltrão. Publicações pela Amazon: Sete Ventos, 2018; Sonho, 2018; Informações básicas para fazer compostagem, 2018. Publicações impressas: Sonho, 2018; Poesia Primeira, 2022. Participou das coletâneas: Tudo em Versos, 2018; Trincas que me Trincam, 2020; Conexão VI – Antologia Feira do Poeta, 2021; aldraVIAS curitibanas, 2022. Publicou na Trovas e Trovadores: Revista Digital, União Brasileira de Trovadores, 2023; Pratas da Casa, 2023; Cartões Poéticos edições 2023, 2024 e 2025. Editor da coluna Hemera, no Jornal Opinião; colunista na Via Poiesis, Jornal Folha do Sudoeste; colunista na Revista Educação Ambiental em Ação.