QUEM ME DERA…

Quem me dera…

Quem me dera sonhar,
Fossem as veredas,
Sempre floridas,
Margeadas em Cravos
E Jasmins.

Como entre laços e
Abraços de Rosas e Margaridas, de afeto
E beijos de Beija-flores,
Amores-perfeitos
E aromas tantos,
Sem fim.

Quem me dera…
Caminhar por veredas
Sem prantos,
Sem farpas, sem dores.
Somente cantos,
Harpas e sabores

Ah! Quem me dera
Um Oito de Março
Em jardim de flores,
Carícias e afagos,
Como sonho de criança,
Ao sabor de aconchego,
Do abraço materno.

Quem me dera sonhar,
Perambulante como borboleta,
Saltitante sob encanto
De pólens e aromas,
Cores e textura de pétalas.

Quem me dera,
Acordar, sonolento,
Entre sóis e girassóis,
Sentindo a brisa do vento
E a leveza do tempo.

Quem me dera,
Ah! Quem me dera…
Fosse Oito de Março
Todos os dias,
Para se sonhar com a magia
Que brota nos jardins
De Meigas Amélias
E botões de Camélias!

Quem me dera,
Fossem todos os cantos
Como piar de passarinho,
A sonhar com voos altos
E planar em asas abertas,
Aspirando perfumes.

Então,
Absorto em pensares
De carinho,
Em laços de prosa e verso,
Sonhando lá do alto,
Como sobre nuvens
De algodão doce, converso.

E, cantarolando
Entre encantos,
Na harmonia suave
De mais um Oito de Março,
Dia feminino, agradeço
Com meu abraço e afeto
De menino.
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8 de Março
Dia Internacional da Mulher.
Rubens de Lima Camargo
ALAP – Pato Branco-PR.